31 de dez de 2008

E o fim...


Pois bem, o último dia do ano, hora de lembrar tudo que passou.
Foi um ano de muitas mudanças, muitas dores, muitas mágoas.
Mudei de cidade (mais uma vez), deixei minha mãe, meu irmão e meus amigos e vim atrás de uma coisa que eu queria muito, começar meu curso de jornalismo. Eu sabia que não ia ser fácil, mas não esperava que fosse doer tanto. Não gosto de ver as fotos do orkut, ler os blogs e saber que não estou mais lá, que não faço mais parte. É ruim ver que pessoas que eu amava mais que tudo, foram embora e não vão mais voltar. É ruim saber que eu destruí muita coisa e não deu pra voltar atrás. Perdi alguns amigos, alguns momentos, um amor...
Mas o ano não foi de todo ruim.
Comecei o curso que eu sempre quis, as Filhas de Jó se tornaram realidade, descobri a parte boa de morar em Salvador, conheci pessoas maravilhosas, descobri a blogosfera, encontrei alguém que sei que posso confiar (e outras pessoas que nem tanto) e percebi que ter novos amigos não quer dizer trair os antigos, redescobri velhas amizades e conquistei algumas novas. E também tive momentos inesquecíveis com pessoas que eu aprendi a gostar (e muito!).
Não vou pedir que o próximo ano seja melhor, mas espero que seja maravilhoso. Cheio de mudanças (elas me fazem crescer), com muita coisa boa, algumas tristezas e mágoas (me ensinam), algumas decepções (me fortalecem), muita alegria, amor (ou amores!rs) e aquilo tudo que a gente pede todo ano.

Então, que venha 2009! =D

15 de dez de 2008






Não foi o pior momento da sua vida, mas com certeza chegou bem perto.
Ela não podia adivinhar, era só uma visita a uma pessoa que não via há muito tempo, não esperava aquela cena.
Tentou disfarçar, mas ficou muda e não conseguia olhar para eles, só queria sumir. Ainda bem que acabou logo, eles saíram e ela entrou.
Conversou, deu risada, mas aquilo não saiu da sua cabeça e provavelmente não sairá. Por que isso ainda machuca? Talvez por ter sido um sentimento puro e sincero que acabou e aquela era a prova.
Melhor assim. Cada um para o seu lado e a vida seguindo seu curso.

12 de dez de 2008

Enfim férias!?

Confesso que é um alivio não ter mais tantas preocupações com trabalhos e aulas, mas a faculdade faz falta.
No inicio do semestre a turma prometia, éramos simplesmente o IG 13.
Apesar de algumas desavenças, aprendi a gostar de todo mundo. Cada um com seu estilo, com seu jeito, com suas preferências. Todos tão diferentes e tão parecidos.
Os meninos de PMK me ganharam de primeira. Depois a galera foi crescendo e eu estava adorando, sempre gostei de muita gente em volta. rs
Já no fim do semestre, como se não bastasse, conheci mais dois meninos. Nem preciso dizer que esses também me cativaram, me cativaram de um jeito muito especial, e apesar do pouco tempo, são duas pessoas que eu adoro muito!
Hoje vendo May dançando, Matheus contando aquela história em câmera lenta e a galera toda em volta rindo e batendo papo, senti saudade. Senti saudade das amendoeiras, dos meninos tocando violão, das brincadeiras, das conversas e até do stress dos trabalhos.
Me acostumei a encontrar todo mundo todos os dias, me acostumei a já chegar olhando em volta e a passar o dia esperando ansiosamente pela noite.


Pois é, mal entrei de férias e já tô com saudade da faculdade! = /

8 de dez de 2008

27 horas no país das maravilhas

Confesso que fiquei um pouco insegura com a idéia de passar uma tarde no shopping, com uma criança sem a mãe por perto, mas quando ela aceitou a bala e segurou em sua mão, me despreocupei, ele sabia como cuidar.
Foi a melhor tarde dos últimos meses...
Vê-la se divertindo nos brinquedos, oferecendo as duas últimas batatinhas, fazendo cavalinho e me puxando pela mão pra jogar o papel de bala no lixo, o jeito como ela prestava atenção enquanto ele explicava o porquê das coisas e a forma como ela aprendeu...
No fim do dia, eu já tinha passado de “Priminha” pra “Tia Dani”. Foi uma tarde maravilhosa e eu quero de novo. rs
Ontem me cativaram por completo, ela e ele.
Hoje pude (tentar) colocar em prática o que eu o vi fazer ontem e digamos que não foi um fracasso, pelo contrário, deu tudo certo e estou muito feliz, principalmente pela parte que ela disse: Vamo arrumar tudo de novo, tia Dani, tá uma bagunça!
É, ela aprendeu mesmo! =D
Alice, a minha princesa!

4 de dez de 2008



E quando menos esperava, estava trancada em um banheiro chorando. Aquela dor no peito, fazia tempo que não sentia. Se olhou no espelho e não reconhecia mais nada do seu rosto, estava vermelho e inchado. Jogou uma água, saiu do banheiro e desceu as escadas, tinha que pegar um ônibus, mas estava sem forças pra ir pro ponto. Queria sentar um pouco, mas não queria encontrar ninguém, então resolveu ir pro ponto mesmo assim. Sentou e esperou por 40 minutos. Chorava muito e um homem perguntou se ela precisava de ajuda. Não, estava tudo bem! Chegou em casa, queria gritar, queria arrancar aquela dor do peito, mas não podia, resolveu tomar um banho e parar de chorar. Sua cabeça estava dando voltas, ela só queria que o dia acabasse.
O dia acabou! E tudo que restou foi o vazio, o nada.
Nem medo, nem calor, nem fogo!
.
"Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
De desinventar"

2 de dez de 2008

O amor perfeito e o amor que a gente gosta

Em março, eu contei aqui uma história que aconteceu quando eu tinha 4 anos. Minha mãe criou uma lista, dizendo tudo o que eu ia fazer quando eu fosse adolescente, toda vez que eu apresentava algum dos “sintomas”, eu ia na lista, lia e voltava pra pedir desculpa(Para pais e filhos).
Pois bem, minha mãe fez mais um “guia de sobrevivência” pra mim. Só que esse é mais longo e não serve pra todo mundo, então não vou postar ele aqui.
No final desse “guia”, minha mãe escreveu um texto e é exatamente esse que eu vou colocar aqui. =D




“Sabe no que estive pensando?
Que...

O amor que agente gosta: é aquele que vive nos lembrando do quanto somos lindas.

O amor perfeito: é aquele que insiste em colocar aquele nosso fiozinho de cabelo no lugar para garantir que estejamos sempre perfeitas.

O amor que agente gosta: é aquele que nos leva as festas orgulhoso do quanto somos perfeitas.

O amor perfeito: é aquele que sempre está nas mesmas festas com o propósito de garantir que nada vai nos afligir durante a noite.

O amor que agente gosta: é aquele que seja de preferência popular e com uma ótima aparência.

O amor perfeito: é aquele que normalmente não se preocupa com sua popularidade por estar sempre ocupado evitando as nossas gafes, e que tem a aparência naturalmente perfeita.

O amor que agente gosta: é aquele que adora os nossos olhos independente da cor que eles tenham.

O amor perfeito: é aquele que às vezes não perceberam a cor que eles têm por estar sempre absorvido, inebriado pelo que eles expressam.

O amor que agente gosta: é aquele que é fiel, que não dá atenção á mais ninguém por mais linda ou esfuziante que a ela seja.

O amor perfeito: é aquele que se assusta quando algo lhe faz perceber que não estão sozinhos, ainda que estejam em plena meia noite de ano novo na praia de copa cabana.

O amor que agente gosta: é o que corresponde de maneira plena ao amor que sentimos por ele.

O amor perfeito: é aquele que não consegue corresponder igualmente por não ter parâmetro de comparação diante da grandeza do amor que sente por nós.

Portanto: Encontrar o amor que agente gosta: é perfeito, maravilho e raro.

Encontrar o amor perfeito: é perceber que alcançamos o sentido da vida, é materializar a satisfação de Deus com a nossa existência.

Por isso deve ser tão difícil reconhecê-lo, estamos sempre com a atenção voltada para coisas menos importantes.

Texto de: Asenath Bomfim Souza Filha

Mãe, eu amo MUITO você!