28 de mai de 2009

Vai ser pra sempre o meu Herói!


Fiquei durante algum tempo olhando o cursor piscando na tela pensando em como começar o texto. Lembrei de tudo que aconteceu na ultima semana, lembrei do telefonema, da chuva, do frio e daquele muro cinza enorme que parecia não acabar mais, lembrei do marinheiro na entrada e do corredor, lembrei dos olhos da minha tia e do abraço do meu primo, lembrei da capela D, das velas, da minha mão na pele fria e da voz ainda ecoando na minha cabeça: ele não resistiu. Lembrei da minha prima chorando, perguntando o que ela vai fazer agora; do abraço apertado do meu irmão, da minha mãe, chorando, repetindo o que ele dizia: tem que ta lindona! Lembrei das lágrimas de todos que o conheceram e que estavam do nosso lado, da carta que eu não pude entregar, da musica que ele gostava e que não saía da minha cabeça e daquela outra voz que me dizia: foi melhor pra ele, Dani.
Lembrei dos maçons, dos abraços que as filhas de Jó me mandaram, do Almirante, dos marinheiros fardados levando o caixão, do carrinho descendo a ladeira e por fim, lembrei do caixão descendo, da madeira e do cimento.
Hoje faz exatamente uma semana que meu avô morreu, depois de passar 35 dias internado.

E hoje tem outra música que não sai da minha cabeça e que ele sempre cantava e me mandava prestar atenção:

“Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais”

E agora, isso é tudo que posso fazer por ele. Faço minhas orações todos os dias e tenho certeza que ele ta bem.

Vô, eu te amo pra sempre e muito obrigada por tudo que o senhor me ensinou!

14 de mai de 2009

Aquele mesmo sabor

Coloquei a minha melhor máscara e fui te encontrar, queria contar que estava bem e quanta coisa tem acontecido comigo, mas você me conhece bem o suficiente pra saber que nada disso é verdade.
Quando eu te vi vindo em minha direção, deu vontade de te abraçar e não soltar mais, deu vontade de dizer um monte de coisas que ficou entalada na garganta durante meses mas resisti e fiquei só esperando.
Depois de tanto tempo muita coisa mudou, você mudou, eu mudei, mas como você mesmo disse, mudei só por fora, toda segurança, todo sorriso, tudo superficial, por dentro eu tava gritando.
Nos primeiros momentos eu não sabia ou não queria dizer nada, queria te ouvir, saber tudo o que estava acontecendo, todas as novidades, tudo! Era tão bom te ter de novo tão perto, sorrindo e falando sem parar, que eu poderia passar a noite inteira só te olhando.Finalmente, tive que te deixar ir, mas não sem antes me prometer uma próxima visita. Enquanto ia embora vi que, afinal, nada tinha mudado desde a ultima conversa, pelo menos não em mim.

"Saudade, já não sei se é a palavra certa para usar"

12 de mai de 2009

Girassol

O cheiro do cigarro já nem incomodava mais, comecei até a gostar, porque você tava do meu lado.
Me fez feliz e me tranquilizou até quando foi embora, não me abandonou e não foi um crápula, só foi maduro o suficiente pra perceber quer éramos mais amigos do que namorados.
Hoje também ando preocupada com você, com as coisas que você anda escrevendo, textos tristes, que te mostram chateado e cansado. Equanto leio aquilo, fico pensando se não seria melhor eu estar do seu lado, segurando sua mão enquanto tudo isso passa, mas aí eu acho que talvez não seja uma boa idéia, que talvez você simplesmente não queira isso, que você não precisa mais de mim, afinal. E fico de fora, torcendo pra isso tudo passar logo.
Sinto falta de você deitado no meu colo enquanto eu acariciava seus cabelos, sinto falta da tua mão na minha, dos seus olhos (os mais lindos), do seu jeito de me dizer verdades, da confiança que você me passava. Sinto falta de todos os nossos momentos, sinto falta de você.
.
.
.
Quanta saudade do girassol dos seus olhos...

11 de mai de 2009

Dia das mães...

Véspera do dia das mães, chuva, frio e um engarrafamento horroroso. Assim que entrei no ônibus, vi que seria impossível chegar na rodoviária a tempo, o ogunjá estava simplesmente parado. Respirei fundo e me preparei pra passar muito tempo presa
no engarrafamento, até que o motorista grita

- Tem alguém pra o ogunjá?
- Nãããão

Ele mudou a rota e não passamos pelo ogunja, quase não acreditei, a gente chegou rapidinho onde eu precisava.
Pronto, primeira etapa vencida.
Depois fui no iguatemi comprar o presente de minha mãe. Lotado! Depois de me esquivar dos (vários) compradores, finalmente entrei na loja e consegui, por fim, falar com uma das vendedoras, falei o que eu queria, paguei e sai. Segunda etapa vencida.
Sai do shopping e atravessei a passarela, depois de me esbarrar em praticamente todos os transeuntes, pegar zilhões de panfletos e fugir dos vendedores, consegui chegar na rodoviária. Terceira etapa vencida.
Pronto, tinha chegado a hora enfrentar a fila da compra da passagem. Entrei na fila 12:10 e consegui minha passagem as 13:20, saí correndo, comprei um sundae e entrei no ônibus (que constatei ser com ar condicionado. Droga!). Agora era só relaxar e curtir a viagem. Pelo menos era o que eu achava. Quarta etapa vencida.
Poucos minutos antes do ônibus sair, entrou um homem e sentou do meu lado. Perguntou o meu nome, se apresentou e encostou na poltrona, peguei meu livro e continuei lendo até o ônibus sair. Alguns minutos depois, como sempre acontece comigo, o homem começou a conversar, perguntou de onde eu era, o que eu fazia e disse que era mágico. Pronto, foi o suficiente pra eu ter, durante a viagem, um show de mágica exclusivo. Fez váárias coisas desaparecerem, a carteira dele pegou fogo, meu dinheiro foi rasgado e voltou pra minha mão intacto e um monte de coisas do tipo. Eu tinha adorado no inicio, mas a essa altura eu já não agüentava mais nenhuma mágica, só queria chegar em casa, tomar um banho e relaxar.Finalmente o ônibus chega em cruz, aproveitei pra falar com o motorista que eu saltaria antes da rodoviária de Santo Antonio, ele faz uma cara carrancuda, resmunga alguma coisa e bate a porta na minha cara. Oh homem agreste! Voltei pra minha poltrona e esperei pacientemente até chegar no tal lugar, de repente a porta lá na frente abre e o motorista grita alguma coisa, pego minhas coisas e vou lá pra frente, ele me pergunta se sou eu que vou saltar antes e mais uma vez bate a porta na minha cara. Já tava ficando chato isso. Quando ele abre a porta de novo e finalmente me deixa sair do ônibus. Respirei fundo e fiquei muito feliz de ter me livrado do motorista e do mágico.
Atravessei a pista e me perguntei onde diabos eu estava. Andei um pouquinho e encontrei o carro de minha mãe estacionado, o que queria dizer que eu estava perto de casa, ligue pra minha mãe e meu padrasto apareceu na porta. Ufa! Quinta etapa vencida.
Quando entrei em casa, minha mãe estava dormindo, deixei minhas coisas no quarto e fiquei feliz em saber que pelo menos aquela noite eu teria uma cama e um quarto só meu. Um pouco depois minha mãe acordou, me deu um abraço bem forte e tuuudo passou, depois peguei o presente e entreguei a ela, eu não aguentaria esperar até o dia seguinte.rs
E só em ver aquele sorriso e a felicidade estampada em seu rosto, já valeu todas as penas. Me deu um abraço bem forte, agradeceu e disse que agora tinha uma filha rica, disse várias vezes o quanto tinha gostado do presente e eu fiquei feliz.
De noite resolvemos sair pra fazer um passeio, afinal, eu nem conhecia a cidade. Me mostraram tudo e finalmente resolvemos parar no shopping, sentamos, comemos pizza, churrasquinho e fizemos nossa “farrinha de cerveja”, não dá nem pra explicar o tamanho da minha alegria. Quando cheguei em casa, eu estava completamente cansada e só queria minha cama.
No dia seguinte, tivemos um almoço delicioso, especialmente preparado por meu padrasto e passamos a tarde arrumando o blog dela. Depois de uma ajuda especial de Rike, o blog ficou perfeito e minha mãe extremamente satisfeita. Olhei o relógio e vi que estava quase na hora de ir embora. Droga, tava tudo tão bom. Arrumei minhas coisas, me despedi longamente da minha mãe e Zuza me levou na rodoviária. Comprei a passagem, dei um abraço nele e entrei no ônibus (com ar condicionado!¬¬`) torcendo pra não ir ao lado de um acrobata ou palhaço. Felizmente minha companheira do lado era uma menina muito educada que dormiu a viagem inteira.
Quando cheguei em Salvador, o transito e os rostos emburrados a minha volta me fizeram voltar a realidade. Meu fim de semana perfeito tinha acabado e já era hora de voltar a velha rotina de todos os dias. Mas sem dúvida, tudo valeu muito a pena.

Mãe, obrigada por tudo!
Feliz dia das mães e eu te amo muito!

5 de mai de 2009

Ainda bem que eu sou FLAMENGO!

Nunca fui muito de discutir futebol, até porque o máximo que eu sabia era o que era o gol e tudo o que eu assistia de jogo, era o flamengo, mas depois de passar tanto tempo conversando com um palmeirense aí e de um curso intensivo sobre futebol lá no trabalho, eu ando até me arriscando a dizer se aquilo foi impedimento ou não.rs
Mas voltando ao que interessa, domingo foram as finais de alguns estaduais e tudo que eu queria aconteceu, o Mengo ganhou e o Bahia perdeu!!!rsrs
Passei a semana inteira dizendo que não tinha como o Bahia ganhar, mas confesso que no primeiro tempo meu coração quase pára, até que alguém me disse: Calma Dani, ainda tem o segundo tempo!
Bendito segundo tempo!rs
Chorei de rir com a expulsão de Cadu, vibrei com a cobrança de pênalti de Ramon e vi toda a briga do final (vexame!).
Ontem não se falava em outra coisa, os torcedores do vitória sacaneando os do Bahia e os do Bahia dizendo que o jogo foi roubado, enquanto isso, estava eu vendo e revendo os lances do jogo enquanto os meninos me chamavam:

- Dani, isso era ou não era pra expulsão?
- Dani, isso tava impedido? Tá vendo?!

Pela rua só se via o desfile da torcida rubro negra, era vermelho e preto pra tudo quanto é lado e eu morrendo de vontade de vestir uma camisa daquelas....rsrs

P.S.: Irmã, a gente tem que mandar fazer a nossa do flamengo personalizada!!!rsrsrs