25 de dez. de 2009

Natal

Tirando todo esse sentimentalismo que envolve o natal, tenho que admitir que uma reunião de familia (ainda que não seja a nossa), é muito válida. É bom ficar perto de pessoas que você gosta, se divertindo jogando bingo, descobrindo os animais estranhos que eles são capazes de ter em casa, desejando que a ceia comece logo pq as tortas estão chamando seu nome, vendo
alegria nos olhos de uns e emoção nos olhos de outros, de repente sorrir por nada ou por alguma besteira que alguém disse e depois sair pra ver os enfeites da cidade e voltar se divertindo com alguém que bebeu um pouquinho a mais (sempre tem alguém que bebeu um pouquinho a mais.rs).
Ouvir alguém dizer que vai esquentar comida no microondas logo depois que falta luz, ainda ouvir reclamar que o microondas não está funcionando e relevar pelo espírito de natal, ver as pessoas que normalmente são tão ríspidas te tratando com carinho, sentar pra ler um livro no meio do churrasco do dia seguinte e ninguém se importar pq pelo menos você tá junto, conhecer gente nova e descobrir que aquela pessoa que você nunca gostou muito, no fundo até que é um boa pessoa. Vale a pena.
Não sou lá de grandes sentimentalidades nessas épocas, mas tenho que admitir que é incrivel o que esse tal de 'Espírito de natal' faz com algumas pessoas.rs


E por falar nisso, Feliz Natal pra todo mundo!^^

9 de dez. de 2009

Três

O tempo custa a passar e enquanto os ponteiros do relógio se arrastam preguiçosamente, aqui dentro vai crescendo um sentimento que há tempos havia me abandonado, a saudade se fez minha companheira desde a última viagem de volta. Na maioria das vezes ela é até silenciosa, mas basta uma lembrança para que ela volte a se manifestar.
Ultimamente tenho precisado de poucos motivos para me lembrar porque eu gosto tanto de lá e porque depois de tanto tempo ainda é onde eu me sinto segura. Letras de músicas, escuridões repentinas e até futebol me faz querer pegar aquela estrada de novo, aquele caminho que eu conheço tão bem, vontade de andar por aquelas ruas torcendo pra te encontrar, vontade que a noite demore pra acabar, vontade que o tempo pare ali. Vontade de não ter que ir embora, de te prender, de me prender e não deixar você se afastar. Vontade de te olhar nos olhos e dizer tudo aquilo que eu já ensaiei tantas vezes e como resposta ter o seu sorriso. Sorriso que eu vou guardar em um lugar só meu, que eu vou levar como consolo e lembrar toda vez que eu sentir saudade, até chegar o fim de mais uma contagem regressiva.

"A ciência confirma os fatos que o coração descobriu
Nos seus braços sempre me esqueço
De tempo, espaço e no fim...
[...]
Se a história for sempre assim
Melhor pra mim..."

6 de dez. de 2009

' Não existe amor sem medo *




Uma vez flamengo,
Sempre flamengo.
Flamengo sempre, eu hei de ser.
É meu maior prazer vê-lo brilhar,
Seja na terra, seja no mar.
Vencer, vencer, vencer!
Uma vez flamengo,
Flamengo até, morrer!

Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata.
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado;
Sempre amado;
O mais cotado nos fla-flus é o 'ai, jesus!'
Eu teria um desgosto profundo,
Se faltasse o flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra,
Muita libra já pesou.
Flamengo até morrer eu sou!

                                                             
                                                  é HEXA, pai!^^               

                                                                             
                                                             ' Ainda bem que eu sou FLAMENGO!=D 
_____________________________________________
* Sim, porque aquele gol do Grêmio me assustou!rs

1 de dez. de 2009

                                               Se fecho os olhos ainda me sinto como antes
                                                   Antes quando o olhar era profundo

                                             
                                                 
"Mas tempo passa e a gente muda
E onde havia mar hoje nem aquário
E ternos abraços em vestidos
Nem no armário"

                                             

                                             
                                                Você, estrangeiro em mim...

24 de nov. de 2009

24/09/2009

Abriu os olhos ainda meio tonta e pensou seriamente em passar o resto do dia na cama até tudo passar. Mas lembrou de todas aquelas coisas por fazer, reuniu todas as suas forças e foi tomar banho. Enquanto estava no chuveiro tentou reorganizar os pensamentos e aos poucos foi lembrando tudo o que tinha acontecido e de onde tinha vindo toda aquela dor de cabeça.

Copos vazios, pontas de cigarro, pessoas formando um circulo, outras esparramadas em um sofá. Todas aquelas coisas que ela um dia havia condenado tanto, de repente se tornaram tão atrativas aos seus olhos, uma espécie de glamour decadente com direito a esmalte descascado e marca de batom no cigarro.

Enquanto deixava a agua escorrer por seus cabelos, tentou remontar metalmente exatamente o que tinha acontecido na noite anterior, lembrou dos garotos, dos espelhos, dos chocolates e das cadeiras; lembrou das risadas, das lágrimas, do medo e da excitação; das mãos, dos lábios e dos tremores.

E enquanto se vestia, com as pernas ainda bambas, pensou: Merda de cachaça! Nunca mais volto lá...

22 de nov. de 2009

Sobre caminhos e voltas II

Eram oito horas da noite quando decidi viajar, arrumei minhas coisas e às onze eu já estava pegando a estrada. Foi muito melhor do que qualquer coisa que eu poderia imaginar, mas o fim de semana chegou ao fim e mais uma vez tive que pegar o caminho de volta.
Quando cheguei em casa era noite e caía uma chuva fina e fria, senti falta dos seus pés quentes tocando os meus, da sua mão segurando a minha, do seu abraço protetor durante o sono, do jeito como me puxa mais pra perto me fazendo esquecer do escuro lá fora, de acordar do seu lado e guardar na memória cada pedacinho do seu corpo, sinto falta das conversas sussuradas no ouvido, do seu cheiro, do seu colo, da sua voz doce e da expectativa de te encontrar em toda esquina.
Mais uma semana está começando e junto com ela a velha contagem regressiva. E eu fico aqui, tendo a saudade como companheira, até o dia em que eu possa de novo encontrar o calor das suas mãos.


Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei não é assim, mas deixa eu fingir e rir.'

20 de nov. de 2009

Luna Mendes

Desde que o Dandara foi criado eu escrevo aqui as coisas que eu sinto e que acontecem comigo, ou seja, o blog é formado por experiências minhas, mas justamente por ser tão meu eu já deixei de postar alguns textos aqui por não serem tão sobre a minha vida assim.
Há algum tempo eu escrevi um texto e não postei aqui justamente por esse motivo, então eu decidi criar aqui no blog um espaço, na verdade um personagem que "escrevesse por mim" e por mais meus que esses textos sejam, agora é Luna que os assina. ^^

15 de nov. de 2009

' Cuide de você

Hoje fui ver a exposição de Sophie Calle (cuide de você) que eu tava doida pra ver desde que chegou em Salvador. Estava morrendo de curiosidade para ler a carta que merecia uma exposição e assim que cheguei no MAM fui direto pra o lugar onde as cópias estavam guardadas. Quando terminei de ler confesso que senti inveja, não do término do romance e da forma como terminou, mas sim do amor. Enquanto eu estava lendo as interpretações das mulheres, queria encontrar alguma que eu pudesse dizer "é minha", ou então "se fulaninho terminasse comigo eu me sentiria assim", mas nem as versões mais frias se encaixavam, imagine então aquelas que diziam que ele ainda a amava...
Não era que eu queria ficar triste lembrando de alguém, mas é que as vezes eu me sinto tão fria, tão vazia, que eu queria ter alguém pra pensar, nem que fosse com tristeza ou saudade. Sophie Calle me destruiu. Não por ter me sentido em seu lugar, mas por me fazer sentir mais vazia ainda.
Depois de ver a exposição, fui passear pelo museu e resolvi descer pra ver o mar, foi um pouco depois do pôr - do - sol, então tinham muitos casais sentados juntinhos olhando o horizonte ou só conversando mesmo, na hora pensei em dar meia volta e ir embora mas decidi ir em frente, algum dia eu tinha que aprender a enfrentar casais, ainda que fossem tantos de uma vez. Fiquei um tempinho entre eles olhando o mar e tentando imaginar quem eu gostaria que estivesse ali comigo, mas simplesmente não me veio ninguém na cabeça e isso sim me deixou triste. O que a exposição não tinha conseguido fazer, o mar e todos aqueles casais conseguiram. Me senti extremamente só.
Li e reli a carta, tentando achar algum sentido pra mim, mas aquilo só foi piorando. Fiquei um tempinho sem nem conseguir organizar meus pensamentos, as coisas só começaram a voltar ao normal quando eu estava no ônibus de volta pra casa, porque foi quando eu fui esquecendo a exposição, as perguntas e as sensações que ela me provocou. Foi quando eu voltei a fingir que tava tudo bem e que eu não preciso de nada disso.
Normalmente funciona.
Ainda bem...



10 de nov. de 2009

Sobre caminhos e voltas

O caminho de volta normalmente parece ser o mais rapido, porque já não tem mais ansiedade, expectativas e planos. Mas em algumas situações ele pode ser até mais longo, mais triste e mais dificil.
A viagem me dá tempo pra pensar em tudo o que aconteceu e nas coisas que estão ficando pra tras. São bancos, praças, fotos e música, violões, pandeiros, luas e sofá. Deixei tudo lá esperando a minha volta, prometida pra breve. Mas tb levei coisas comigo, levei a lembrança de uma voz doce, uma incerteza e talvez algum sentimento de culpa, também trouxe uma vontade enorme de voltar, uma vontade que eu já não sentia há muito tempo. Cheguei em casa renovada, com antigas lembranças guardadas bem no fundo de algum lugar, enquanto essas novas assumiam seu posto. Minhas vontades deixaram de ser destinadas para aquele mesmo lugar e agora tomam outros rumos. Não quero mais nada cuidadosamente preparado, só quero voltar e deixar fluir. Planejar é deixar tudo muito previsivel e o que eu menos quero agora são coisas previsiveis, só quero me deixar levar sem me preocupar com o depois, com as possiveis consequencias. Porque o depois a gente resolve outra hora.


E quanto a música que era pro ouvir de vez em quando...
Já perdi as contas de quantas vezes ouvi só hoje.



23 de out. de 2009

A barata!


Ok! Podem até me chamar de "mulherzinha boba", mas eu confesso, tenho horror a barata!!!
Ontem eu tava no meu quarto assistindo tv, quando uma coisa vem descendo pela parede, era uma barata. Dei um pulo da cama e saí correndo. Depois de muito esforço (e muitos gritos), consegui matar e bendita.
Quando já estava relaxada e pronta pra entrar no meu quarto de novo, me aparece OUTRA barata (que pelo tamanho devia ser mãe da outra). Tentei matar, mas ela fugiu. Desisti do meu quarto e fui dormir com a minha avó.
Hoje levantei cedo pra ir pro trabalho, mas assim que abri os olhos lembrei da bendita. Passei mais ou menos meia hora só pra catar todas as minhas coisas e levar pra sala. Entrei no quarto nas pontas dos pés, com a sandalia em uma mão e a vassoura na outra, pegava o q eu queria e corria. Finalmente tomei coragem pra entrar no banheiro, tomei banho olhando pra todos os lados, ameaçando correr quando ouvia qualquer barulho.
Resultado: Hoje que eu tinha planejado chegar mais cedo no trabalho, consegui chegar atrasada por causa de um barata!¬¬'