29 de abr. de 2009

E depois dizem que heróis não existem...

Acostumada a vê-lo sempre tão forte, dono de suas próprias decisões, independente, de cabeça erguida; não é fácil ver agora tão magro, fraco, de cabeça baixa e dependente das decisões dos outros.
Hoje tudo o que eu queria era ter ele de volta ao meu lado, torcendo pelo flamengo (ouvindo o jogo pelo radinho), tentando me mostrar que nem todo político é corrupto, me falando sobre história, me fascinando com as estratégias de guerra, me ensinando valores, dizendo que aquele era o namorado perfeito pra mim, reclamando da globo, dos vizinhos e dos jovens, me mandando prestar atenção nessa ou naquela música de Nelson Gonçalves ou Adoniran, se divertindo ao som da balada de madame frigidaire e dizendo que isso que é música, não o que se ouve hoje em dia.
E hoje, em seu aniversário, eu queria ele do meu lado me tirando todas aquelas duvidas que eu ainda tenho e me mostrando todas aquelas músicas que eu ainda não conheço.

Só quero que você melhore logo.

Eu te amo e te admiro muito, Vô!

22 de abr. de 2009

Desventuras

Parte II


Salvador está praticamente debaixo d’água, está chovendo muito esses dias, o que pra mim não é tão ruim, pelo menos ameniza o calor.rs
Hoje acordei às 5:15 da manhã, como todos os dias, me arrumei e saí (atrasada!) pra pegar o ônibus. Enquanto espero no ponto, passa um bendito Lapa e me dá um banho, respirei fundo e pensei: Calma Dani, o dia está só começando...
Depois de algum tempo esperando, finalmente chega o Barbalho, pelo menos tinha um lugar pra ir sentada (uhu!), o trajeto tava indo muito bem, até chegar na bendita ladeira do Garcia, isso mesmo, aquele engarrafamento gigaaaaante, o ônibus praticamente não andava, o que me fez chegar atrasada no trabalho. Até que o dia hoje foi tranqüilo.rs
Sempre fui muito desligada e desastrada, me perder em linha reta e tropeçar até no vento, é o mínimo que eu faço. Outro dia, as aulas terminaram mais cedo e voltei pra casa antes do habitual, quando entrei no ônibus vi que o cobrador era o mesmo do ônibus que eu pegava normalmente pra voltar pra casa, quando eu finalmente consegui sentar no banco ele olhou pra mim sorrindo e dsse: Hum, voltando mais cedo hoje. E você nem tropeçou na roleta.
Moooorro de vergonha!
Ser conhecida pelo cobrador, por pegar o mesmo ônibus todos os dias é uma coisa, mas ser conhecida pelo cobrador por viver tropeçando na saída da roleta é outra completamente diferente. ¬¬'

19 de abr. de 2009

' Outros tantos passarinho...

Vivo dizendo que não me apaixono e que não sei como se faz isso, mas talvez eu não seja tão “durona” quanto eu achava. Vivo me apaixonando, pelas palavras, pelo sorriso, não precisa de muitos motivos, basta um pra eu me apaixonar. Demorei muito pra admitir isso pra mim mesma, porque eu achava que paixão era sinal de fraqueza e que só poderia acontecer com uma pessoa especial, mas alguém me disse que isso é besteira e realmente é, por isso resolvi admitir.
A última paixão que eu tive, tirou meus pés do chão, mexeu com minha cabeça e juízo e me mostrou o quanto pode ser gostosa e perigosa uma paixão. Mas como tantas outras, essa também passou. Deixando um leve gostinho de saudade, mas passou.

“Hoje eu vivo em paz, sozinha
Muitos passarão
Outros tantos passarinho...”

15 de abr. de 2009

Não sou acostumada a ficar sozinha, sempre tive muita gente em volta, muitos amigos, minha família, namorado...
Mas depois que eu vim morar aqui, algumas coisas mudaram, meus amigos não estão logo ali na esquina como sempre estiveram, minha mãe e meu irmão não moram mais comigo e namorado...bom, vamos pular essa parte...rs
Claro que eu conheci váárias pessoas por aqui e continuo rodeada de gente, mas não é a mesma coisa, as pessoas daqui normalmente se isolam, colocam um mp3 no ouvido e dane-se o mundo ou então são aqueles amigos de horas felizes, que quando a gente não ta bem, somem. Aquela velha história de estar rodeado de gente e ainda sim estar só.
Antigamente eu tinha vááários abraços por dia e ontem ( e hoje também!) que eu só precisava de um, eu não tive.
Gosto daqui, gosto do meu trabalho, da minha faculdade; mas a minha casa, a minha cidade e o carinho das minhas melhores pessoas fazem muita falta!

9 de abr. de 2009

' Esqueci no piano as bobagens de amor



Mentiras sinceras deixaram de me interessar e coisas como “você é linda” ou “adoro seu jeitinho” não me dizem mais nada. Já acreditei em todas essas besteiras e no fim era sempre a mesma coisa, descobria que era tudo mentira, tanto as palavras deles, quanto o que eu sentia.
Sempre tive dificuldade em me apaixonar até pelas mais belas mentiras, mas nos últimos dias eu tinha decidido que já era hora de me apaixonar de novo. Passei a olhar os meninos como 'possível futura paixão', mas nenhum me atraía, graça nenhuma. Continuei procurando, mas tudo que eu consegui foram beijos sem sabor e uma grande sensação de vazio. Resolvi esquecer a história e tirar umas férias de sentimentalidades
e ter um tempo meu. *
Continuo tão vazia quanto antes, mas prefiro assim, melhor do que preencher esse vazio com meias verdades e me arrepender depois.

.
.

*Será que agora eu fui clara?

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À bientôt!

3 de abr. de 2009



Texto escrito em 02/04/2009

Passei muito tempo esperando ouvir aquelas palavras de novo e ontem (justo ontem!) eu finalmente ouvi. Muitas coisas passaram pela minha cabeça, a música, as brigas, as palhaçadas, os planos, a última conversa...
Mas por mais que seja verdade e que eu sinta o mesmo, os planos foram desfeitos e tomamos outros rumos, não dá mais pra voltar atrás. Sinto saudade, sinto vontade de viver tudo de novo, mas já tinha decidido que é hora de começar uma nova história e que não vale a pena se prender ao passado.
Pode ser que muita coisa mude de hoje pra amanhã ou daqui a um mês, mas hoje as mágoas são mais vivas do que o amor que ainda sinto.

30 de mar. de 2009

Uma das coisas que sinto falta...




Uma das coisas que mais sinto falta em Cruz, Muritiba ou São Felix é o fato de não precisar pegar ônibus pra ir aos lugares. Lá se eu levava 15 minutos pra chegar ao colégio, eu poderia muito bem sair de casa às 6:45, aqui se eu preciso chegar no trabalho às 7:00, eu tenho que pegar o ônibus ( lotado! ) 6:10 pra não chegar atrasada. O detalhe é que normalmente o trajeto leva 25 minutos, mas se eu pegar o ônibus de 6:30, tem um bendito engarrafamento no Garcia que me atrasa em meia hora (¬¬’). Saudade da minha cidade...
Pra relaxar, só ouvindo a Nova Brasil enquanto não chego, mas hoje ela resolveu me sacanear tocando “ Quem dera ser um peixe para em seu límpido aquário mergulhar...”, me lembrando as palhaçadas do RELD e tocando “Eu nasci há dez mil anos atrás (eu nasci há dez mil anos.rs)”, me lembrado as abestalhações do Dã Dã com D de Dá...
Taaanta saudade disso!!! *-*

Eu AMO vocês!


À bientôt!

24 de mar. de 2009

22 de março





Acordei sem um pingo de vontade de sorrir, tava me sentindo tão vazia e sem ânimo pra sair de casa, mas por Rai eu tinha que sair.
Fazia algum tempo que não ia ali, saltei no ponto e olhei em volta, a cidade estava vazia como todo domingo, parecia que nada tinha mudado. Peguei aquele velho caminho, passei, pela milésima vez, em frente a casa que m traz tantas recordações e parei em frente a casa rosa.
Raí tinha saído com as meninas, mas não ia demorar. Sentei no sofá e fui ler enquanto esperava.
Elas chegavam do supermercado, ainda com as compras na mão ela me deu um abraço, era tudo que eu precisava naquele dia. A partir daí o meu dia começou. Fazia tempo que não me divertia tanto!
Nos espalhamos pelo chão, com latinhas de skol e as “peloras” começaram a sair.
Cantamos (leia-se gritamos) musicas de Victor e Leo, aprendemos a técnica de dançar pagode, fizemos paródias e tiramos um mooonte de fotos.
Por fim, chega Victor. Pronto! Mais pérolas, (muito) mais fotos, mais músicas e verdade ou desafio (que não teve graça porque Victor desperdiçou as perguntas!rs).
Quando deu 18:00h lembrei que ainda tinha que voltar pra salvador naquele dia, por mim ficava por lá, mas entrei no carro e vim embora.
Depois Rai veio agradecer pelo dia maravilhoso, mas na verdade quem tem que agradecer sou eu: Rai, Gabi, Leila, Vânia, Victor e Gabriel (claro!), mesmo sem querer e sem saber de nada, vocês salvaram o meu dia!

Por fim, a frase que não podia faltar: Somos felizes, não vivemos de aparências!!! Kkkkkkkkkkkkkk


“Que culpa a gente tem de ser feliz?
Que culpa a gente tem, meu bem?”



18 de mar. de 2009

Desventuras em série

Parte 1:


Sabe aqueles dias em que você tem certeza que não deveria ter saído de casa? Pois bem...
Hoje, por algum motivo, eu não ouvi a m*rda do despertador tocar, quando acordei já eram 6:40, ou seja, eu jamais chegaria a tempo no trabalho. Levantei correndo, tomei um banho rápido e saí, quando cheguei na porta de casa, meu ônibus tava passando, corri atrás do ônibus, mas não funcionou, ele me deixou lá. Resolvi então pegar um ônibus pra o Campo Grande e de lá eu pegava um ônibus pra Nazaré, era mais rápido, pelo menos foi o que achei.¬¬’
O primeiro ônibus que passou, eu entrei, nada de estranho na trajetória, até que eu percebi que não era bem no campo grande que eu estava e sim no Comércio. O homem que tava sentado do meu lado disse pra eu descer no ponto, subir a ladeira e pegar um ônibus lá em cima, que era mais fácil.
Ok! Desci no ponto (um cheiro de peixe horroroso!) e subi a tal ladeira (nem me perguntem como eu cheguei lá em cima, pq nem eu sei!), cheguei lá e perguntei onde eu tava: Barbalho (Eu estava praticamente fazendo turismo em Salvador)
O ponto era subindo outra ladeira, pois bem, vamos subir a tal ladeira (beeeem menor, gralças a Deus!). O ônibus demorou alguns minutos e quando finalmente passou, estava lotaaado, não dava nem pra uma mosca passar voando entre as pessoas. Decidi esperar outro, passou um que também tava cheio, mas com algum esforço consegui chegar lá na frente na hora em que estava chegando no meu ponto.
Desci e fui pro meu trabalho, quando cheguei, cansada, atrasadíssima, com crise de riso (essas coisa só acontecem comigo e com Tereza, tenho certeza!!!rsrs*); sente e tirei o sapato (sim, ainda tinha isso). Eu nunca tinha visto tantos calos em um pé só e um dor absurda. Resultado, passei o resto do dia trabalhando descalça pra recuperar meus pés.
Era ou não era pra eu ter continuado dormindo em casa
???rs



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* Eu, Tereza e Rai!rs

4 de mar. de 2009

Todo carnaval tem seu fim

Meu carnaval não teve máscaras, axé ou folia. Fiquei em casa, mais precisamente dentro do meu quarto, praticamente o dia inteiro assistindo House, só saindo pra ir na padaria da esquina comprar doces e afastar um pouco o tédio. Devo ter engordado uns quilos nesse carnaval.rs
Apesar do frio e do ócio, o carnaval foi uma delicia. Tão bom que deu vontade de ficar por lá.
Não pensei que fosse ser tão difícil ter q ir embora, afinal eu já não moro lá há mais de 6 meses, mas dessa vez eu sei que tava indo embora de vez. Na próxima vez que for lá não vou ter mais a minha casa, o meu quarto...
Vou sentir saudade de cada pedacinho daquela casa, são tantas lembranças...
Mas isso é assunto pra oooutro texto, vamos voltar ao carnaval.rs
Enquanto a festa tava rolando solta aqui em salvador, resolvi ir pra minha casa em muritiba descansar. Descansar no carnaval, parece até piada, né???rs
Mas é verdade, a minha festa eu curti uma semana antes (aquela mesma do outro texto.rs) e o carnaval eu usei pra descansar, pra ter um tempo pra mim. Tava precisando disso. =D
Mas como ‘todo carnaval tem seu fim’, é hora de voltar pra velha rotina. ;)
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Texto de 28/02/2009